POLÍTICAS EDUCACIONAIS

UAB completa 20 anos ampliando o acesso à educação superior pública em todo o país


27/06/2026 08:56:00
Por ASCOM/CAPES

Levar a educação superior pública a municípios distantes dos grandes centros, formar professores para a educação básica e ampliar oportunidades de qualificação profissional. Há duas décadas, esses objetivos orientam a atuação da Universidade Aberta do Brasil (UAB), sistema coordenado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que completa 20 anos neste mês de junho.

Criada pelo Decreto nº 5.800, de 8 de junho de 2006, a iniciativa estruturou uma rede nacional formada por instituições públicas de ensino superior e polos de apoio presencial mantidos por estados e municípios. O modelo permitiu que universidades públicas federais e estaduais e institutos federais ampliassem sua atuação para localidades sem oferta regular de ensino superior público.

Atualmente, o sistema reúne 152 instituições públicas de ensino superior, 1.072 polos ativos em todos os estados e no Distrito Federal e mais de 1.500 cursos em funcionamento. Em 2026, são cerca de 243 mil estudantes matriculados. Desde sua criação, mais de 1,3 milhão de pessoas foram atendidas pela iniciativa.

Homem de cabelos grisalhos, usando camisa preta e blazer azul.

Diretor de Articulação e Inovação em Educação Aberta, Antonio Carlos Rodrigues de Amorim. Foto: Luís Curty/CAPES

O diretor de Avaliação da CAPES, Antonio Gomes de Souza Filho destacou que a UAB é uma referência nacional em educação a distância.

“A Universidade Aberta do Brasil democratiza o acesso à educação superior no país. A coordenação realizada pela CAPES agrega ao sistema a experiência da Fundação nos processos de avaliação. Ao longo desses 20 anos, a UAB se consolidou e é hoje uma referência de qualidade para a educação a distância no Brasil”, afirmou.

Formação de professores

A prioridade da UAB desde sua criação tem sido a formação inicial e continuada de docentes da educação básica. Cursos de Pedagogia, Matemática, Física, Química, Biologia, Letras, História e Geografia chegaram a municípios que nunca haviam recebido uma instituição pública de ensino superior.

O diretor de Articulação e Inovação em Eduação Aberta, Antonio Carlos Rodrigues de Amorim explica que essa característica permanece central para o sistema.

“O decreto de criação da UAB estabeleceu como objetivo prioritário a oferta de licenciaturas e programas de formação continuada de professores da educação básica. Essa diretriz continua sendo estratégica para o fortalecimento da educação pública brasileira”, ressaltou.

Com o amadurecimento da iniciativa, a oferta foi ampliada para incluir bacharelados, cursos superiores de tecnologia e especializações voltadas à gestão pública, ao desenvolvimento regional e a áreas estratégicas do conhecimento. O Edital nº 25, lançado em 2023, prevê o fomento de 290 mil novas vagas entre julho de 2024 e dezembro de 2026.

Presença em todo o território nacional

Além da formação acadêmica, a UAB passou a apoiar ações voltadas à qualificação de gestores públicos, à difusão do conhecimento científico, à reintegração social de pessoas privadas de liberdade e ao atendimento de comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e populações do campo.

Segundo Amorim, a capilaridade construída ao longo de duas décadas demonstra que o sistema ultrapassou a função de ofertar cursos.

“A Universidade Aberta do Brasil não apenas forma indivíduos. Ela contribui para qualificar o próprio Estado brasileiro, fortalecendo políticas públicas que dependem de profissionais preparados para atender a população”, observou.

Os polos presenciais também se tornaram referências educacionais em centenas de municípios. Em muitas localidades, representam a primeira estrutura pública de ensino superior instalada na região, favorecendo o desenvolvimento cultural, intelectual e social das comunidades.

Próximos desafios

Para os próximos anos, a agenda da UAB prevê, no contexto da educação aberta, investimentos em inovação pedagógica, novos modelos educacionais e fortalecimento da articulação entre as instituições participantes. A ampliação da oferta para comunidades que ainda enfrentam dificuldades de acesso à educação superior pública também permanece entre as prioridades.

“Vida longa à UAB. É um programa que não apenas levou a universidade ao interior do Brasil. Ele também fez o interior do Brasil chegar à universidade, promovendo uma transformação duradoura na educação brasileira”, concluiu o diretor.





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